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15/06/2018 14:38 www.agrolink.com.br

Glifosato não será listado como cancerígeno na Califórnia

O juiz da Tribunal Distrital dos Estados Unidos, William Shuff, negou uma emenda pedindo que o estado exigisse que o glifosato fosse advertido como causador de câncer. Uma liminar já havia sido emitida pelo tribunal no dia 26 de fevereiro e a decisão desta semana nega a tentativa do Procurador Geral da Califórnia de derrubar a medida. 

 

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) havia manifestado sua opinião de que o produto em questão não necessitava de rotulagem especial, no entanto a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) acusou o glifosato de ser provavelmente  cancerígeno. Nesse sentido, Shuff julgou improcedente a questão e decidiu que o herbicida não será listado como causador de tumores já que as suspeitas não têm base científica suficiente. 

 

“É inerentemente e enganoso uma advertência declarar que uma substância química é conhecida no estado da Califórnia por causar câncer com base na descoberta de apenas uma organização (de que a substância é provavelmente cancerígeno), quando aparentemente todos os outros órgãos reguladores e governamentais encontraram o oposto, incluindo a EPA", dizia a sentença. 

 

A Associação dos Produtores de Trigo se uniu com várias organizações e empresas agrícolas para defender o uso do glifosato sem restrição e impedir que ele fosse rotulado como perigoso para a saúde pública. Apesar do Procurador Geral fornecer evidências adicionais condenando o produto, o juiz manteve a sua decisão. "O fator mais pesado da evidência no registro é que o glifosato não é conhecido por causar câncer", concluiu. 


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